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AIDS e HIV: sintomas e tratamentos. Afinal, existe cura?

AIDS e HIV

Você com toda a certeza já ouviu falar algo relativo a AIDS, mas você sabia que ela pode estar mais perto do que você imagina?

Continue lendo este conteúdo exclusivo que você irá aprender tudo o que precisa saber, sobre a doença em nosso guia completo sobre o vírus HIV e a AIDS.

O que é a AIDS?

A AIDS, se tornou mundialmente conhecida em meados do ano de 1981, é uma doença causada por um agente viral que ataca o sistema imune da pessoa que foi infectada por ele.

O sistema imune é o sistema que defende o organismo de forma geral, se ele for afetado por um vírus como o que causa a AIDS, provoca uma vulnerabilidade no sistema de defesa do indivíduo infectado.

Qual a diferença entre o HIV e a AIDS?

AIDS VS HIV

Muitas pessoas se confundem ao usar esses dois termos, mas apesar de estarem ligados um ao outro, eles possuem significados diferentes.

O HIV é o termo relacionado ao vírus da imunodeficiência humana.

Já a Aids, é a doença que conhecemos como síndrome da imunodeficiência humana.

Como descobriram a existência do vírus HIV?

Começou nos estados Unidos em 1981 quando foram registradas várias ocorrências de pacientes com um mesmo padrão: adultos do sexo masculino e homossexuais, residentes em Nova York ou São Francisco.

Os pacientes apresentavam sarcoma de Kaposi, pneumonia e deficiência em sua imunidade.

O sarcoma de Kaposi é um tipo de câncer que é raro, mas muito comum em pacientes que são infectados com o vírus da AIDS. Pulmões, fígado e pele são os locais mais afetados por essa patologia.

Pela quantidade de ocorrências registradas, os órgãos de saúde ficaram em alertas pois esses sintomas indicavam que uma nova doença estava surgindo, ainda não se tinha muito conhecimento sobre ela, só que era transmissível.

No ano de 1983, após muitas pesquisas foi descoberto que o agente que causava os sintomas era um retrovírus (um grupo específico de vírus).

Em 1986 outro agente retroviral foi identificando. Classificando assim o HIV-1 e HIV-2.

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Quem tem HIV tem AIDS?

Não necessariamente, uma pessoa ao ser contaminada com o vírus HIV, pode ou não desenvolver a AIDS, e ainda que desenvolva, esta mesma pessoa passa um tempo apenas com o vírus em seu organismo, sem desenvolver a doença.

É impossível uma pessoa ter AIDS sem ser infectada pelo vírus HIV, que até o momento é o único agente que provoca a infecção do indivíduo.

O que o vírus da AIDS provoca no organismo?

o que o virus da aids provoca no corpo

O vírus do HIV vai agir diretamente no interior das células do sistema imune do indivíduo, depois de entrar na célula ele passa a querer “controlar” a mesma se integrando ao código genético celular.

Os vírus do HIV atingem geralmente as células que são chamadas de CD4 (um tipo de célula de defesa humana), uma vez, dentro da célula e tentando controlar as suas funções, ele usa esse mecanismo para se multiplicar, gerando cópias de si.

A cada divisão celular que ocorrer mais uma cópia do código genético do vírus também aumenta.

Com a infecção do vírus as células do sistema imune não funcionam como deveriam funcionar, e como elas são a nossa “frente de batalha” contra os agentes externos, o corpo começa a ficar mais vulnerável as infecções de doenças oportunistas.

Por esse motivo os pacientes quem tem AIDS sofrem muito mais os sintomas de uma simples gripe, por exemplo.

A AIDS em si não provoca a morte, mas ela deixa o indivíduo incapaz de se defender, sua morte ocorre por complicações na falta de defesas contra infecções.

O que é janela imunológica?

Você já ouviu falar nesse termo? A janela imunológica, de forma resumida, é o intervalo de tempo entre o momento da infecção pelo HIV até o “primeiro alerta”, onde o organismo irá produzir anticorpos para se defender.

A média da janela imunológica na maioria dos casos notificados é de 30 dias. No entanto, há sempre variações, pois, cada organismo reage de uma forma e em uma velocidade diferente do outro.

Nesse período embora ainda não seja confirmado o diagnóstico através de exames a pessoa já passa a ser transmissora do vírus.

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Como o HIV pode ser transmitido?

transmissao do virus da AIDS

A transmissão do vírus da AIDS, ocorre pela troca de fluidos corporais de uma pessoa contaminada para outra como, por exemplo: o sangue, o sêmen, o leite materno.

Existem formas específicas de ser contaminado pelo vírus da AIDS, é importante estar atento as formas de contágio para evitar qualquer situação de risco.

  • Relações sexuais (seja sexo vaginal, sexo oral ou sexo anal) sem o uso da camisinha;
  • Transfusão com sangue contaminado;
  • Compartilhamento de seringas por mais de uma pessoa;
  • Instrumentos que cortem ou realizem furos que não estejam esterilizados;
  • Durante a gravidez, no parto ou no período de amamentação a mãe contaminada corre o risco de contaminar o filho.

Como HIV não pode ser transmitido?

Sobre a contaminação pelo vírus da AIDS ainda há muitos mitos, que acabam por gerar preconceitos e também certos receios que são desnecessários.

Você não será contaminado com o vírus da AIDS se:

  • Tiver relações sexuais com o uso da camisinha corretamente.
  • Beijar no rosto ou na boca. Isso também está relacionado a aperto de mão ou abraço.
  • Através do suor ou de lágrimas.
  • Compartilhamento de sabonetes, roupas de cama, toalhas, talheres ou copos.
  • Praia ou piscina.
  • Assentos.
  • Doação de sangue, com equipamentos estéreis.

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Uma relação sexual desprotegida sem que haja ejaculação pode transmitir a AIDS?

Essa é uma dúvida bastante recorrente entre homens e mulheres.

A ideia de que se não há ejaculação, não há contágio é completamente equivocada.

Durante a relação existe um líquido que é expelido que contém sêmen, por isso ainda que não haja ejaculação o risco de contágio existe sim, caso um dos dois tenha o vírus HIV.

Como é feito o diagnóstico do HIV?

O diagnóstico do HIV é feito através de um exame simples conhecido como elisa (ensaio imunoenzimático EIA) esse exame detecta a presença de anticorpos que são produzidos pelo corpo em resposta à infecção pelo vírus HIV.

No entanto, se o exame elisa for feito na fase aguda da infecção, pode constar um resultado indefinido ou negativo, pois o organismo poderá ter em circulação poucos anticorpos para que sejam quantificados no exame.

Existe outro exame, pouco menos conhecido, mas bastante eficaz, o RNA da carga viral, ou RNA do vírus. Esse exame realiza uma procura pelo próprio vírus.

Esse exame consegue ser mais preciso se o indivíduo que o fizer estiver na fase aguda da infecção, sendo um teste muito válido para pessoas que desconfiam que foram infectadas em poucos dias.

Ambos os exames são eficazes em seu diagnóstico para identificar se a pessoa em questão está ou não está infectada com o vírus. Caso você sinta necessidade de realizar um dos exames, é possível realizá-los tanto nas redes públicas como nas redes privadas de saúde do país.

 Quais os sintomas da AIDS?

sintomas do virus da aids

Quando o indivíduo é infectado pelo vírus causador da AIDS a sua imunidade logo é afetada.

Em um período de um a dois meses após a infecção, o indivíduo que foi infectado sente sintomas que são semelhantes a um simples resfriado.

Essa é a chamada fase primária ou aguda, onde o vírus está procurando se instalar no organismo. Dos sinais e sintomas que a pessoa infectada poderá desenvolver estão:

  • Febre.
  • Dor de cabeça.
  • Dor nos músculos do corpo.
  • Dor de garganta.
  • Dor nas articulações.
  • Tosse.
  • Diarreia.
  • Manchas avermelhadas por todo o corpo.
  • Aumento dos linfonodos (o que são chamados popularmente de ínguas).
  • Suor intenso principalmente à noite.
  • Calafrios.
  • Erupções cutâneas.
  • Pequenas lesões na boca ou genitália, conhecidas como úlceras.

Quais os tratamentos da AIDS?

Para tratar a AIDS, é importante que o portador da síndrome tenha cesso aos ARV (antirretrovirais), esses são os medicamentos que atuam evitando a baixa no sistema imunológico.

O seu uso correto ajuda a melhorar e a promover um aumento significativo na qualidade de vida de quem tem AIDS.

Com o tratamento sendo seguido à risca, infecções causadas por micro-organismos oportunistas será diminuída, evitando assim internações que só interferem na qualidade de vida do portador da AIDS.

Os medicamentos ARV são distribuídos no Brasil através do SUS a todas as pessoas que necessitam do tratamento devem ter acesso a ele, basta realizar os exames e ser acompanhado pelos profissionais da saúde que trabalham para melhorar a saúde do paciente.

O que um indivíduo que for exposto a uma situação com risco de infecção de HIV deve fazer?

Caso uma pessoa tenha sido exposta a alguma situação em que haja risco de contaminação por HIV, ela deverá pelo processo de profilaxia pós-exposição, conhecido como PEP.

O PEP é uma forma de se antecipar caso uma pessoa que não tenha o vírus do HIV em seu organismo esteja em uma situação em que haja risco de contaminação. Esse processo deve ser iniciado no prazo de até 72 horas após a exposição e o seu tratamento deverá durar por 28 adias.

Os exemplos mais comuns onde há a necessidade do PEP são: profissionais que manuseiam algum tipo de material cortante (um médico que se corte com um bisturi durante uma cirurgia de uma pessoa que tem HIV, por exemplo), também quando há falta de uso de preservativo durante relações sexuais onde exista a probabilidade de uma das pessoas ter o vírus HIV.

Recentemente, existem episódios que ocorrem em festas de ruas como por exemplo, o carnaval, onde pessoas relatam terem sido espetadas com agulhas, nesse caso é importante que sejam feitas ações profiláticas para evitar a contaminação pelo vírus do HIV.

O indivíduo que necessitar realizar o processo do PEP pode se dirigir a locais especializados, que são as Unidades Básicas de Saúde, onde o tratamento é oferecido pelo SUS e não existe restrição sobre quem pode recorrer a esse recurso.

Quais os efeitos do coquetel de medicamentos na vida do portador do vírus da AIDS?

Hoje em dia os efeitos que as doses do coquetel provocam no indivíduo quase não são considerados.

Em alguns casos podem ocorrer uma alteração na atividade renal, essa alteração é reversível quando realizada uma troca nos esquemas de medicamentos utilizados.

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A AIDS tem cura?

a aids tem cura?

Até o presente momento não foi apresentado pela comunidade científica, nenhuma cura efetiva para a AIDS, no entanto, há um vasto acervo de medicamentos que ajudam a reduzir a progressão da doença. Juntamente com a medicação passada pelo médico do paciente, alguns cuidados deverão ser tomados para uma melhor evolução do quadro.

A cada dia há avanços na ciência sobre a esperança de cura da AIDS, muito tem sido feito, testes com resultados satisfatórios também tem sido destaques nas publicações científicas, ao que tudo indica estamos próximos de encontrar a cura para a AIDS, só não se sabe se levará dois ou vinte anos, mas a expectativa é de que logo a cura seja encontrada.

Como prevenir a AIDS?

O primeiro passo para iniciar um processo de prevenção de qualquer doença é o conhecimento que você possui sobre ela, em seguida é se abster das situações de riscos de contágio, como por exemplo, realizar sexo sempre com camisinha, usar seringas lacradas e estéreis, entre outros.

A realização do teste para HIV é obrigatória?

Não, a pessoa não deve ser obrigada. Os locais onde se realizam a testagem de HIV devem ser locais que proporcionem um ambiente acolhedor e principalmente ofereçam segurança sobre os dados do paciente. Em nosso país através do Sistema único de saúde é possível obter o diagnóstico e o tratamento (se o resultado for positivo) de forma gratuita.

Quais os maiores desafios para o portador do vírus da AIDS?

As pessoas que descobrem que são portadores do vírus da AIDS possuem inúmeros desafios a serem vencidos todos os dias. Primeiro porque pelo menos até o momento é uma condição imutável, ou seja, a pessoa permanecerá com o vírus por toda a sua vida.

Segundo, ela terá que enfrentar a sua autoaceitação, pois é muito comum que nos primeiros meses após o recebimento do diagnóstico, o paciente se sinta depressivo, culpado, o que muitas vezes acarreta um atraso para o início do tratamento e também em suas atividades rotineiras.

Lidar com a família e com os amigos mais próximos também não é uma situação fácil logo após que se tem um resultado de HIV positivo.

Além da falta de esclarecimento há um afastamento de alguns, um excesso e zelo de outros e essas atitudes (de agir fora da normalidade) podem provocar alguns conflitos.

E por último, o indivíduo portador do vírus da AIDS terá que ser muito perseverante, porque por mais que se tenha uma qualidade de vida normal, sua batalha é diária, sua rotina será lutar contra as infecções oportunistas que teimam em se alojar no organismo e deixá-lo debilitado.

 A AIDS no mundo

De acordo com uma das mais recentes pesquisas realizadas pela Unaids (programa conjunto das nações unidas sobre HIV/AIDS) existem no mundo cerca de 40 milhões de pessoas infectadas em todo o mundo.

O UNAIDS constatou que o Brasil é o país da America Latina que concentra mais casos de novas infecções pelo vírus da AIDS. Cerca de 35% das novas infecções estão concentradas na faixa dos jovens entre 15 e 24 anos.

Conclusão

Bom, então é isto! Esperamos poder ter lhe ajudado com o conteúdo de hoje e estamos muito felizes por você ter chegado até aqui.

Se você acredita que este artigo realmente te ajudou em algo, compartilhe, assim você estará ajudando outras famílias, outras pessoas e portadores da doença.

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Me chamo Diego Brasileiro e este foi mais um conteúdo exclusivo do nosso site, Fatos Masculinos.

Diego Brasileiro

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Sobre o Escritor:

Diego Brasileiro

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