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Cirrose: Causas, sintomas e tratamento

cirrose

Você sabe os perigos que a cirrose pode trazer para quem a tem?

Conhece os seus sintomas e tratamentos?

Continue lendo este artigo e aprenda tudo sobre a cirrose.

A cirrose é uma doença muito falada hoje em dia e que provoca graves lesões no fígado, essas lesões formam fibroses e nódulos que podem provocar um bloqueio da circulação sanguínea.

Uma de suas principais causas é a ingestão sem controle de álcool.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 3,3 milhões de pessoas morrem por ano no mundo por causas relacionadas à ingestão de álcool.

A cirrose acomete cada vez mais pessoas mais jovens devido ao consumo de bebidas alcoólicas em excesso.

O que é a cirrose

A cirrose é uma patologia crônica, caracterizada pela formação de nódulos e de fibrose no fígado.

O seu aparecimento geralmente é relacionada ao consumo de álcool em excesso, ou também associado a algumas doenças como a hepatite B e a hepatite C.

Quando um paciente possui um quadro de cirrose, as células do seu fígado começam a ser destruídas e, nesse caso, este órgão passa a desempenhar suas funções com comprometimentos e em alguns casos ele não consegue funcionar mais.

Os sintomas e os sinais da cirrose

sintomas da cirrose

Quando falamos em sinal e sintoma isso às vezes causa uma confusão para quem está ouvindo.

Então para esclarecer essa diferença explicaremos o que cada um representa.

O sintoma é relativo a uma queixa que é relatada pelo paciente, mas que, no entanto, somente ele pode ter essa percepção, por exemplo, dores ou mal-estar.

Já os sinais, são as manifestações clínicas que podem ser percebidas por outras pessoas através da observação. Por exemplo: manchas pelo corpo.

No início da doença, a cirrose não dá sinais, apenas sintomas.

O indivíduo começa a sentir um cansaço sem explicação.

Com a evolução do quadro acontecem:

  • Rompimentos dos vasos sanguíneos;
  • Inchaço principalmente no abdome;
  • icterícia (pele e mucosas amareladas);
  • emagrecimento, perda de apetite;
  • mau hálito intenso;
  • tosse e vômito;
  • podendo ter a presença de sangue.

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Fatores de risco

Quando nos referimos aos fatores de riscos de uma doença, estamos falando em relação a qualquer situação que venha a aumentar a probabilidade de adquirir a doença em questão.

Existem alguns fatores de risco para a cirrose, eles são: o alcoolismo, a hepatite (tipos B e C) e alguns tipos de medicamentos também são considerados fatores de risco.

Diagnóstico da cirrose

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Para que seja concluído o diagnóstico de cirrose no indivíduo um médico gastro ou hepatologista deverá realizar uma anamnese levando em conta todo o histórico de vida do paciente, sem seguida deverá solicitar alguns exames para que o fígado seja analisado.

Para isso, é necessário um exame de imagem feitos com ultrassom. Na grande maioria dos casos também é solicitado uma biópsia do fígado para analisar o tecido com mais precisão.

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Tratamento da cirrose

O tratamento da cirrose consiste em evitar que ela se agrave.  Para isso, é necessário averiguar e descobrir o motivo que está causando a cirrose.

A cirrose tem cura?

Só é possível se chegar a uma cura de fato com o transplante de fígado, este dependerá muito da evolução da doença, da indicação do médico responsável e também da fila de espera para o recebimento de órgãos doados.

Medicamentos indicados para tratar a cirrose

Alguns fármacos usados no tratamento da cirrose são:

  • Epocler;
  • Diurix;
  • Aldactone;
  • Espironolactona.

A posologia dos medicamentos, bem como o seu período de uso, só deve ser prescrita pelo médico que está acompanhando o paciente com cirrose.

Vale ainda salientar que a automedicação nunca deve ser estimulada, pois além do tratamento se feito de maneira incorreta não surtir nenhum efeito, ainda pode vir a prejudicar o seu organismo.

Também é necessário avisar ao médico caso você suspenda o uso da medicação ou haja alguma superdosagem.

Probióticos para cirrose

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Uma solução probiótica reduziu significativamente o risco de hospitalização por encefalopatia hepática e marcadores de gravidade da doença hepática em pacientes com cirrose , relatam os pesquisadores  na edição de dezembro da Gastroenterology .

A encefalopatia hepática se desenvolve em 50% a 70% dos pacientes com cirrose ; menos de 50% desses pacientes sobrevivem por um ano.

A rifaximina e a lactulose são comumente usadas para tentar prevenir a encefalopatia hepática , mas há preocupações sobre seus custos e efeitos colaterais. Muitos pacientes desenvolvem episódios incomuns de encefalopatia hepática, apesar do tratamento profilático com esses agentes.

A encefalopatia hepática tem sido associada a alterações na microbiota intestinal , aumento da produção de toxinas derivadas do intestino, como amônia e indóis, e endotoxemia, que levam à inflamação sistêmica e cerebral.

Os probióticos podem alterar o número, a composição e as funções das bactérias no microbioma intestinal e reduzir os níveis de amônia. Radha K. Dhiman e cols, portanto, realizaram um estudo controlado randomizado para determinar se os probióticos poderiam prevenir a recorrência de encefalopatia hepática e melhorar a função hepática em pacientes com cirrose.

Em um hospital na Índia, 130 pacientes com cirrose que haviam se recuperado de um episódio de encefalopatia hepática no mês anterior foram aleatoriamente designados para grupos que receberam uma preparação probiótica (VSL # 3, 9 × 10 11 unidades formadoras de colônia por saqueta) ou placebo (controles) todos os dias durante 6 meses.

O VSL # 3 contém 4 espécies de Lactobacillus ( L paracasei , L plantarum , L acidophilus e L delbrueckii subespécie bulgaricus), 3 espécies de Bifidobacterium ( B longum , B infantis e B breve ) e Streptococcus thermophiles .

Após o período de 6 meses, apenas 34,8% dos indivíduos do grupo probiótico desenvolveram encefalopatia hepática, em comparação com 51,6% no grupo controle, embora essa diferença não tenha sido significativa.

No entanto, significativamente menos pacientes no grupo probiótico foram hospitalizados por encefalopatia hepática (19,7% vs 42,2% dos controles) ou por complicações de cirrose (24,2% vs 45,3% dos controles). O tempo médio de hospitalização por qualquer motivo foi de 136 dias no grupo probiótico e 109 dias no grupo placebo.

Child – Turcotte – Pugh e modelo para escores de doença hepática terminal (indicadores de doença hepática) melhoraram significativamente desde o início até 6 meses no grupo probiótico, mas não no grupo placebo.

Não houve eventos adversos relacionados ao VSL # 3. Trinta pacientes morreram durante o estudo: 14 no grupo probiótico e 16 no grupo placebo.

Os níveis de amônia no sangue em jejum diminuíram entre os pacientes do grupo probiótico e aumentaram entre os pacientes do grupo placebo, embora estes não tenham sido estatisticamente significativos. Os níveis de indol no plasma diminuíram significativamente apenas no grupo probiótico.

Continuação

Embora os níveis plasmáticos das citocinas inflamatórias fator de necrose tumoral (TNF) ,  IL1B e IL6 tenham diminuído significativamente no grupo probiótico, não houve mudança significativa no grupo placebo. Os níveis plasmáticos de renina e do peptídeo natriurético cerebral (BNP) também diminuíram significativamente no grupo probiótico, mas não no grupo placebo.

Como um probiótico poderia reduzir marcadores de doença hepática, complicações da cirrose e até mesmo risco de hospitalização? Dhiman et al. Explicam que o supercrescimento bacteriano e a integridade da barreira intestinal comprometida em pacientes com cirrose levam à endotoxemia. A endotoxemia inicia o dano hepático por meio de sua interação com receptores Toll-like, que ativam respostas imunes e inflamatórias. A inflamação sistêmica e a infecção exacerbam os sintomas da encefalopatia hepática em pacientes com todos os graus de cirrose. A produção de citocinas inflamatórias, como TNFa, IL1b e IL6, pode aumentar os efeitos cerebrais da amônia.

Foi demonstrado que os probióticos melhoram a integridade do epitélio intestinal, promovem a imunidade inata no intestino e reduzem a inflamação local e sistêmica.

Dhiman et al propõem que nos pacientes que recebem os probióticos, reduções significativas na renina, aldosterona e BNP provavelmente resultam de melhora da função cardíaca, hemodinâmica sistêmica e aumento do fluxo sanguíneo renal após reduções nas citocinas inflamatórias. No entanto, mais estudos de parâmetros hemodinâmicos são necessários para confirmar o modelo.

Os autores concluem que o uso de probióticos reduz significativamente o risco de hospitalização, relacionado principalmente ao desenvolvimento de menos complicações e episódios de ruptura da encefalopatia hepática em pacientes com cirrose. Eles dizem que isso poderia se traduzir em uma economia significativa.

Em um editorial que acompanha o artigo, David W. Victor, III e Eamonn MM Quigley afirmam que estudos adicionais, para demonstrar uma redução clinicamente significativa na recorrência da encefalopatia hepática, são necessários antes que este ou qualquer outro probiótico possa ser recomendado para o tratamento de pacientes .

Eles dizem que também é importante identificar as populações bacterianas cuja presença, ou ausência, afeta o risco de encefalopatia hepática. Isso facilitaria o desenvolvimento de formulações probióticas mais adequadas para terapia ou prevenção.

Perguntas e Respostas extremamente comuns e importantes

As hepatites sempre causam cirrose?

Não são todos os indivíduos infectados com hepatites que desenvolvem cirrose. Os portadores do vírus da hepatite A não desenvolvem cirrose, aqueles os com vírus da hepatite B e C podem desenvolver cirrose, mas penas uma parte dos pacientes.

Somente alcoólatras desenvolvem cirrose?

Apesar de o alcoolismo estar diretamente ligado à maioria dos casos de cirrose, ela não é uma doença exclusiva das pessoas que ingerem bebidas alcoólicas diariamente.

Estudos recentes, detectaram que a maioria dos pacientes que hoje tem cirrose não são alcoólatras, mas são portadores do vírus da hepatite C.

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Gordura no fígado pode causar cirrose?

A função do fígado é um órgão que desempenha diversas funções cruciais no corpo humano, uma delas é emulsionar a gordura durante todo o processo da digestão.

Quando o fígado não desempenha corretamente o processo de metabolização da gordura pode haver a evolução do quadro para uma hepatite gordurosa ou uma cirrose.

Como se prevenir da cirrose

Quando se fala na prevenção da cirrose, não há outro caminho melhor do que levar uma vida mais saudável. Hábitos de boa alimentação, prática de atividades físicas regulares são as melhores opções.

Evitar o consumo de bebidas alcoólicas, também é uma ótima alternativa, não só para evitar a cirrose como também evitar o aparecimento de outras patologias.

O uso de preservativo nas relações sexuais também ajuda a evitar infecções como os vírus da hepatite. Além de proteger o organismo de outros agentes invasores.

Se vacinar contra a hepatite B, também ajuda a se prevenir com a doença e com isso os riscos de cirrose diminuem de maneira considerável.

A cirrose é autoimune?

Existe sim cirrose autoimune, e ela é uma doença onde o fígado do portador sofre agressões pelas células que trabalham na defesa do organismo. Nesses casos o organismo fica em alerta com alguma célula do fígado acreditando que são células invasoras, e assim se inicia o processo de autodestruição.

Nesse tipo de cirrose é importante diagnosticar de forma correta a origem da cirrose. Muitos anticorpos são específicos desse tipo de cirrose o que auxilia no processo para diagnosticar a doença e a sua origem.

Existe alguma dieta para os pacientes que tem cirrose?

Não existe uma dieta específica para os pacientes que tem cirrose, entretanto a alimentação de cada paciente deverá ser estabelecida de acordo com todo o seu histórico.

As recomendações principais são retirar da alimentação o excesso do sal, as frituras e as carnes vermelhas. Também não consumir bebidas alcoólicas e comer várias vezes ao dia em pequenas porções.

Todas essas recomendações, são regras gerais, cada paciente deverá ser orientado de maneira individual pelo seu nutricionista e o médico que cuida do tratamento.

A cirrose é contagiosa?

Não! A cirrose não é uma doença contagiosa, no entanto a sua causa (doença que causou a evolução para cirrose) pode ser contagiosa, principalmente as hepatites B e C.

A cirrose é um tipo de câncer de fígado?

Não, é importante esclarecer que a cirrose não é um tipo de câncer de fígado, no entanto, ela é um fator de risco para alguns tipos de tumores.

Ela predispõe o organismo ao aparecimento do câncer de fígado, o hepatocarcinoma.

Em alguns casos também pode ser fator de risco para o câncer primário das vias biliares, o colangiocarcinoma.

O paciente que tem cirrose, deve sempre estar em acompanhamento médico e realizar alguns exames periódicos, com esses exames é possível detectar esses tipos de tumores no início.

 A cirrose é hereditária?

Muitas pessoas acreditam que a cirrose não é hereditária, e de fato, por muito tempo não existiu nenhuma comprovação científica que provasse o contrário.

No entanto, estudos recentes demonstram que parentes próximos de um paciente que tenha a cirrose causada pela gordura no fígado possuem um risco 12 vezes maior de desenvolver cirrose quando comparadas com pessoas que não possuem histórico familiar da doença.

Estudos recentes sobre a cirrose

Um professor da USP, recentemente tem desenvolvido estudos sobre as principais doenças do fígado, em especial a cirrose. O Brasil hoje é o segundo país que realiza transplante de fígado no mundo.

Em seus estudos verificou que o hospital das clínicas realiza por semana cerca de 110 a 120 transplantes de fígados por ano, baseando-se em quase dois transplantes por semana.

Conclusão

Agora você sabe os sintomas, sinais, diagnóstico, fatores de risco e o tratamento para cirrose.

Algumas das principais perguntas sobre o assunto foram feitas durante a leitura de hoje e queremos saber se ainda existe alguma dúvida a respeito desta doença para você.

Comente aqui em baixo se você precisa de algum tipo de ajuda e compartilhe este conteúdo com sua rede de colegas, amigos e familiares, você vai está ajudando outras pessoas e famílias.

Então é isto, caro leitor. Ficamos por aqui!

Meu nome é Diego Brasileiro e este foi mais um conteúdo exclusivo do site, Fatos Masculinos.

Diego Brasileiro

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Sobre o Escritor:

Diego Brasileiro

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