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Fibrose Cística: o que é, sintomas, causas e tratamento

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Você já ouviu falar em fibrose cística? Sabe os seus sintomas e tratamentos da (FB)?

Esse artigo trará para você todas as respostas para os seus questionamentos sobre essa doença.

O que é Fibrose Cística?

Fibrose cística, também conhecida como mucoviscidose é uma doença de origem genética, autossômica e recessiva, ou seja, está relacionada com a herança da carga genética de nossos pais, e parentes próximos.

Por ser recessiva, o gene que codifica a doença é passado tanto pelo pai quanto pela mãe, mesmo que nenhum dos dois manifeste a doença.

Por ser uma condição genética, a fibrose cística merece muita atenção aos seus sintomas e cuidados.

Quem pode ter fibrose cística?

Qualquer indivíduo, seja homem ou mulher que tenha herdado os genes recessivos dos pais.

A incidência dessa doença possui uma média de 70 mil pessoas espalhadas por todo o mundo. Sendo inclusive a doença mais comum no período da infância.

Sintomas

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Por ser uma doença sistêmica (doença que afeta vários órgãos) é uma doença que precisa de uma certa atenção aos sintomas que o paciente possa expressar.

Os seus sinais e sintomas podem variar principalmente de acordo com a idade do paciente portador da fibrose cística, como podemos diferenciar, a seguir.

Os sintomas de fibrose cística em recém-nascidos:

  • Dificuldade de ganhar peso.
  • Tosse com acúmulo de secreção.
  • Desidratação, sem motivo.
  • Intestino entupido.

Os sintomas de fibrose cística em crianças e adultos:

  • Perda de peso sem motivo aparente, sem afetar o apetite do doente.
  • Desnutrição gradativa.
  • Tosse persistente acompanhada de excesso de secreção.
  • Dificuldade em respirar, ocasionando o que muitos conhecem como “chiado no peito”.
  • Fezes gordurosas.
  • Surgimento de pólipos nasais, estes são uma espécie de massa que não causa dor e cresce dentro da cavidade nasal.

O portador da fibrose cística poderá não apresentar todos os sintomas acima citados, no entanto a presença de um ou mais sintomas sempre deverá servir de alerta para que seja averiguado o que pode estar ocasionando essa desordem no organismo.

Seja qual for o sinal ou sintoma que o seu corpo expresse, possivelmente estará lhe avisando que algo fora do normal está acontecendo com o corpo.  Sendo constatado qualquer irregularidade, você deverá procurar um médico e solicitar um check up, com a saúde é importante sempre estar um passo à frente.

Causas

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Definir a causa da doença é de certa forma simples, o gene herdado pelos pais é “defeituoso”, por isso, ele estimula o corpo a produzir um líquido de forma anormal.

Esse líquido é conhecido como muco e tem uma aparência pegajosa.

Os pulmões e o pâncreas são os locais onde esse muco se concentra.

Por ser um muco que está em locais que não deveria estar, esses locais se tornam ótimos ambientes para infecções, principalmente nos pulmões.

As infecções pulmonares são crises infecciosas que podem colocar a vida do doente em risco.

A infecção no pâncreas pode levar também a problemas digestivos que se agravam com o passar do tempo.

Outros locais onde a doença pode vir a causar problemas são os órgãos do sistema reprodutor masculino, podendo levar em alguns casos o homem à esterilidade e as glândulas sudoríparas (glândulas que produzem suor).

Fatores de risco

Por ser uma doença de causa genética, o histórico genético da família do indivíduo é principal ator de risco da doença. No entanto outro fator que deve ser levado em conta é que a doença possui uma maior incidência em descentes europeus, principalmente em pessoas caucasianas.

Diagnóstico da fibrose cística

O profissional que realiza o diagnóstico geralmente é o médico clínico geral.

No momento da consulta ele realizará uma anamnese, que é o primeiro passo para poder se diagnosticar uma doença.

Após a anamnese o médico deverá solicitar alguns exames mais específicos ao paciente, listaremos a seguir os exames mais comuns que são pedidos pela comunidade médica para se chegar a um diagnóstico de fibrose cística.

  • Teste do pezinho (este teste é feito nos bebês recém-nascidos de maneira efetiva e rotineira nas maternidades de todo o país. Este teste serve para detectar a presença e o desenvolvimento de doenças genéticas ou metabólicas que podem prejudicar a qualidade de vida do bebê).
  • Teste do suor (nesse teste o suor é estimulado e em seguida é feito uma análise da quantidade de cloro, além de ser um exame que não provoca dor no paciente, é considerado um dos exames mais práticos e efetivos para o diagnóstico da fibrose cística).
  • Teste de mapeamento genético (este teste geralmente identifica os tipos mais comuns da doença, mas ainda assim o seu resultado ajuda no diagnóstico da maioria dos casos).

Existe também outros exames que podem auxiliar no momento de o médico concluir um diagnóstico de fibrose cística, como:

  • Tomografia ou Raio-X do tórax.
  • Quantificação da tripsina e quimotripsina nas fezes (São enzimas produzidas pelo pâncreas).
  • Teste de gordura nas fezes.
  • Medição da função do pâncreas.

Tratamento da fibrose cística

Depois de se chegar a um diagnóstico positivo para a fibrose cística, é importante quanto antes tratar a doença.

O tratamento envolverá médicos de diversas especialidades, visando uma melhora significativa na vida do paciente em questão.

No caso de problemas relacionados ao sistema respiratório, o tratamento deverá ser feito:

  • Uso de medicação que ajude a melhorar o trajeto das vias respiratórias.
  • Antibióticos para tratar e também prevenir as possíveis infecções devido ao excesso de muco.
  • Em casos extremamente graves o médico poderá sugerir o transplante de pulmão para o paciente, mas não sem antes tentar outros caminhos.
  • Terapias que substituem enzimas no organismo, estas ajudam a deixar o muco menos denso, o que facilita a expectoração.

Recomendações para cuidar do paciente da fibrose cística

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A família possui um papel de suam importância no processo de tratamento da doença fibrose cística.

É importante salientar que os pais são os doadores dos genes que codificam essa doença, no entanto, não é deles culpa alguma.

Uma doença genética não se pode controlar, ninguém possui controle de quais genes serão transmitidos para os seus filhos e para os seus netos, então a culpa no momento do diagnóstico deve ser afastada do pensamento, pois só irá trazer angústia para a família e para o portador da patologia.

Ajudar o paciente a se manter nutrido é algo muito importante, pois assim o seu crescimento tanto em peso como em altura poderão ser atingidos. Se for possível estimule-o a se exercitar, a natação além de ser um esporte muito refrescante, ajudará na melhora da respiração.

Quando nascer um familiar sempre se certifique que o teste do pezinho foi realizado, não esqueça que esse é o diagnóstico mais prático da doença, e quanto mais cedo ela for descoberta mais evolução no tratamento do paciente poderá ter.

Medicamentos para tratar a fibrose cística

É de grande importância que o paciente nunca, exatamente em nenhuma hipótese, faça uma automedicação.

Somente o médico deverá prescrever tanto os medicamentos, como a sua posologia (quantidade e horários específicos para que o paciente se medique).

Os medicamentos que são geralmente prescritos pelos médicos são: Ciprofloxacino e fluimucil.

Esses medicamentos costumam ser vendidos nas grandes farmácias do país.

Evolução e prognóstico

Alguns cuidados simples podem ajudar o paciente no processo de tratamento da doença.

Realizar atividades físicas que envolvam principalmente o estímulo de condicionamento físico e fôlego é algo bastante recomendado, natação, hidroginástica e corridas são ótimas opções.

Ingestão de muito líquido, assim como a limpeza das secreções que se instalam nas vias respiratórias.

Também é muito recomendado evitar a poeira e fumaça, pois estes prejudicam o processo de respiração.

Cura da fibrose cística

A fibrose cística é uma doença que, pelo menos ainda, não existe cura. No entanto o seu tratamento tem por objetivo proporcionar ao paciente uma melhora em suas condições de vida e retardar a doença.

A fibrose cística é degenerativa, ou seja, ainda que o paciente tome todos os cuidados e siga à risca as orientações médicas, a doença irá com o passar do tempo se agravar até deixar o paciente incapacitado, o que fará o que ele venha a óbito.

Prevenção da fibrose cística

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No caso da prevenção da fibrose cística, somente o mapeamento genético poderá ajudar, no entanto não é um caso necessariamente de prevenção e sim de um diagnóstico mais cedo.

Conscientização da fibrose cística

Devido a algumas campanhas que são adotadas muitas doenças se tornaram mais conhecidas pela população em geral, inclusive a fibrose cística. O mês de setembro ganhou uma nova cor, o setembro roxo.

Esse mês foi estabelecido para ser o mês da consciência sobre essa doença.

A escolha desse mês se deu por que no dia cinco e no dia oito, no /brasil e no mundo, respectivamente, foram datas que marcaram a consciência da população sobre a doença e assim as políticas de explicações sobre ela se tornaram muito mais efetivas no mês de setembro.

No ano de 2018 o Brasil registrou cerca de 40 eventos informativos em 36 cidades, não foram contabilizadas as ações que foram feitas através da internet.

Conclusão

Pesquisar, ler, perguntar sobre doenças genéticas e principalmente realizar um mapeamento genético pode ajudar a descobrir possíveis genes defeituosos de várias doenças.

Se prevenir será sempre a forma mais inteligente de cuidar da sua saúde e da saúde dos que você ama.

De qualquer forma, esperamos que você tenha realmente gostado deste conteúdo de hoje e que possamos ter ajudado você de alguma forma.

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Veja isto como uma boa ação sua do dia, ajude e será sempre ajudado, esta é a lei do retorno e ela nunca falha.

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Ficamos por aqui, seja sempre muito bem-vindo(a) aos Fatos Masculinos.

Diego Brasileiro

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Sobre o autor

Olá! Me chamo Rodolfo Medeiros e atualmente estudo a mente humana. Sou formado em psicologia e tenho me dedicado a entender comportamentos humanos específicos, a sexualidade e outros temas que iremos abordar aqui. Seja sempre muito bem-vindo aos Fatos Masculinos.

Sobre o Escritor:

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